
Devo assumir que nunca tive muito interesse na série Rocky.
Antes eu tinha uma mentalidade de que era uma franquia chata e bastante
americanizada com o Stallone, porem recentemente eu tive a curiosidade de
assistir o primeiro Rocky, saber porque motivo essa franquia carrega uma legião
de fãs. E então eu tive uma baita surpresa. O primeiro Rocky foi tão bom e tão
honesto que deu um nocaute no meu preconceito sobre a franquia e me fez
assistir todos os filmes. Tive experiências fantásticas (Rocky e Rocky Balboa)
e outras nem tanto (Rocky V, estou olhando para você). Com a chegada de Creed, eu
achei que assim como Terminator Genisys, seria um filme caça-níquel que apela
para a nostalgia. Com as críticas positivas eu decidi assistir no cinema e olha
só, o filme espancou meu hype negativo.
Dirigido por Ryan Coogler e atuado por Michael B. Jordan, o longa conta a história de Adonis “Donnie” Johnson, filho do grande Apollo Creed. Ele odeia que as pessoas olhem para ele por conta de seu pai e almeja construir seu próprio legado, convencendo Rocky a treina-lo para ser o grande fodão do boxe. Além disso vemos sua relação amorosa com Bianca, uma cantora com problemas auditivos.
Dirigido por Ryan Coogler e atuado por Michael B. Jordan, o longa conta a história de Adonis “Donnie” Johnson, filho do grande Apollo Creed. Ele odeia que as pessoas olhem para ele por conta de seu pai e almeja construir seu próprio legado, convencendo Rocky a treina-lo para ser o grande fodão do boxe. Além disso vemos sua relação amorosa com Bianca, uma cantora com problemas auditivos.
Michael B. Jordan fez uma puta atuação, o cara trouxe um
Donnie que se irrita fácil, mas que é uma boa pessoa e quer ser um grande
lutador. Stallone por sua vez surpreende com um Rocky velho, ainda abatido pela
morte da Adrian e que se sente mais sozinho. De fato, mereceu o globo de ouro
desse ano como melhor ator coadjuvante. O relacionamento entre os dois é que
faz o filme brilhar e deixar com um ar honesto que os melhores filmes do Rocky
possuem. No meio do filme ocorre um plot twist envolvendo o Rocky que traz um
peso ainda maior ao que os dois estavam fazendo. O namoro de Donnie com a
Bianca pode parecer mais uma homenagem ao clássico casal Rocky/Adrian mas flui
de uma maneira descomunal. Ela é uma mulher forte e independente, e a partir
dos erros que o namoro dos dois fica cada vez mais forte.
Na metade do filme temos o primeiro combate profissional do
Adonis e a maneira na qual é filmada torna a cena excelente. A equipe de
direção conseguiu fazer o combate em plano-sequência, trazendo a luta mais
realista e próxima da gente. No último combate o diretor optou por algo mais
cortado,feito os Rockys anteriores. Não sei dizer se essa decisão foi ruim, mas
a cena em plano-sequência foi tão legal que teria sido interessante se este
combate também tivesse sido dessa forma.
O “vilão” do filme é o inglês Ricky Conlan que após o
combate terá que abandonar os ringues. Embora não seja tão carismático como
Apollo Creed ou tenha um peso político muito grande como Ivo Drago, ele
funciona na trama como combatente do protagonista.
Uma coisa que eu senti falta foi a trilha sonora clássica do
Bill Conti. Onde está o empolgante “Gonna Fly Now”? Temos como substituto
algumas músicas mais de hip hop. Embora combinassem com o personagem, senti
falta da empolgação que a trilha clássica trazia. Apesar disso percebemos que
os roteiristas são bastante fãs da franquia, colocando easter eggs no filme.
Creed foi uma grata surpresa que com certeza figura entre os
melhores filmes do Rocky e de 2015. A diversão proporcionada é enorme e vale
muito a pena assistir no cinema.
Nota: 9,5