sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Creed ou como se deve revitalizar uma franquia.



Devo assumir que nunca tive muito interesse na série Rocky. Antes eu tinha uma mentalidade de que era uma franquia chata e bastante americanizada com o Stallone, porem recentemente eu tive a curiosidade de assistir o primeiro Rocky, saber porque motivo essa franquia carrega uma legião de fãs. E então eu tive uma baita surpresa. O primeiro Rocky foi tão bom e tão honesto que deu um nocaute no meu preconceito sobre a franquia e me fez assistir todos os filmes. Tive experiências fantásticas (Rocky e Rocky Balboa) e outras nem tanto (Rocky V, estou olhando para você). Com a chegada de Creed, eu achei que assim como Terminator Genisys, seria um filme caça-níquel que apela para a nostalgia. Com as críticas positivas eu decidi assistir no cinema e olha só, o filme espancou meu hype negativo.

Dirigido por Ryan Coogler e atuado por Michael B. Jordan, o longa conta a história de Adonis “Donnie” Johnson, filho do grande Apollo Creed. Ele odeia que as pessoas olhem para ele por conta de seu pai e almeja construir seu próprio legado, convencendo Rocky a treina-lo para ser o grande fodão do boxe. Além disso vemos sua relação amorosa com Bianca, uma cantora com problemas auditivos.

Michael B. Jordan fez uma puta atuação, o cara trouxe um Donnie que se irrita fácil, mas que é uma boa pessoa e quer ser um grande lutador. Stallone por sua vez surpreende com um Rocky velho, ainda abatido pela morte da Adrian e que se sente mais sozinho. De fato, mereceu o globo de ouro desse ano como melhor ator coadjuvante. O relacionamento entre os dois é que faz o filme brilhar e deixar com um ar honesto que os melhores filmes do Rocky possuem. No meio do filme ocorre um plot twist envolvendo o Rocky que traz um peso ainda maior ao que os dois estavam fazendo. O namoro de Donnie com a Bianca pode parecer mais uma homenagem ao clássico casal Rocky/Adrian mas flui de uma maneira descomunal. Ela é uma mulher forte e independente, e a partir dos erros que o namoro dos dois fica cada vez mais forte.

Na metade do filme temos o primeiro combate profissional do Adonis e a maneira na qual é filmada torna a cena excelente. A equipe de direção conseguiu fazer o combate em plano-sequência, trazendo a luta mais realista e próxima da gente. No último combate o diretor optou por algo mais cortado,feito os Rockys anteriores. Não sei dizer se essa decisão foi ruim, mas a cena em plano-sequência foi tão legal que teria sido interessante se este combate também tivesse sido dessa forma.
O “vilão” do filme é o inglês Ricky Conlan que após o combate terá que abandonar os ringues. Embora não seja tão carismático como Apollo Creed ou tenha um peso político muito grande como Ivo Drago, ele funciona na trama como combatente do protagonista.

Uma coisa que eu senti falta foi a trilha sonora clássica do Bill Conti. Onde está o empolgante “Gonna Fly Now”? Temos como substituto algumas músicas mais de hip hop. Embora combinassem com o personagem, senti falta da empolgação que a trilha clássica trazia. Apesar disso percebemos que os roteiristas são bastante fãs da franquia, colocando easter eggs no filme.

Creed foi uma grata surpresa que com certeza figura entre os melhores filmes do Rocky e de 2015. A diversão proporcionada é enorme e vale muito a pena assistir no cinema.


Nota: 9,5

domingo, 9 de novembro de 2014

A Clássica Queda do Demolidor

Demolidor-A Queda de Murdock
Essa HQ escrita em 1986 pelo grande roteirista Frank Miller, é considerada um dos maiores clássicos do personagem e não é por acaso,ela realmente é espetacular. Antes de tudo temos que dar um belo resumo sobre o que estava se passando. Frank Miller era um artista que conseguiu um certo pedigree por ter feito a arte do clássico do mutante “Eu, Wolverine” ao lado do Chris Claremont. Ele estava fazendo a arte do Demolidor que estava com vendas baixas e o titulo estava próximo de ser cancelado. Então o roteirista saiu do titulo e o Frank pediu para a Marvel para assumir os roteiros,a Marvel sem nada a perder aceitou. Foi ai então que esse jovem talento fez uma revolução das HQs do Demolidor. Ele criou personagens icônicos como a Elektra, trouxe uma grande importância ao jornalista Ben Urich e trouxe o até então vilão do Homem aranha, Rei do Crime, para ser um grande vilão do ceguinho. Ele trouxe um clima noir para as historias e então as vendas voltaram a crescer evitando então que as revistas do personagem fossem canceladas. Ele então saiu para fazer alguns projetos,deixando a HQ para ser escrita para o então editor da Marvel, Denny O´Neil assumiu os roteiros. Não demorou muito e as vendas começaram a dar uma leve queda. Então o Miller volta para fazer esse marco das HQs que é a Queda De Murdock.

A revista começa com uma grande revelação, a ex-noiva do Matt Murdock, a Karen Page que tinha saído para tentar a carreira de atriz, virou uma atriz pornô. Ela, sedenta por heroína revela a identidade secreta do Demolidor em troca da droga onde a informação chega até o Rei do Crime. Ele então decide fuder com a vida do seu grande inimigo formulando a sua grande queda. Eu não irei me prolongar mais sobre a história para evitar Spoilers mas a maneira em que ela é trabalhada é sensacional.

A narração do Frank Miller é maravilhosa,e com a arte realista do David Mazzuchelli fica incrível. Ver o Matt caindo e se reerguendo é muito foda. Uma das coisas que mais me encantaram na saga foi as cenas do Bem Urich,que serviu como um observador da história. Tem uma cena em que ele recebe a ligação de um policial que foi chantageado para ajudar a ferrar com a vida do Murdock  e então decide contar tudo até que uma capanga do Rei chega e mata no meio do Telefonema ele. A cena mostrando o rosto do repórter ao ouvir o estrangulamento que o policial sofreu chega a ser parecida, e claramente influenciada, pela famosa arte “O Grito”.

O andamento da arrependida Karen Page é também sensacional,fugindo dos capangas e sendo a mulher que sofre tanto quando o Demolidor.


Não irei  me prolongar mais porem digo a vocês, vão ler essa obra prima das HQs pois vale muitíssimo a pena.

sábado, 8 de novembro de 2014

Interestellar

Interestelar
O mais novo filme do Christopher Nolan consegue ser uma das minhas maiores surpresas do ano. O filme estava sempre ficava com trailers que não mostravam muita coisa e a critica não tinha sido das melhores inclusive com nota 73/100 no metacritic. Eu simplesmente adorei esse filme como diria ser um dos melhores trabalhos do Nolan. Esse filme conta a história de Cooper e Murph, pai e filha onde se separam numa terra pós-apocaliptica,ou pelo menos pré-apocaliptica, onde o pai vai para o espaço em busca de um planeta onde dê oportunidade para a raça humana sobreviver.  A atuação do McConaughey é brilhante, teve uma cena onde ele assiste gravações de seus filhos e é impressionante ele chorando ao receber as noticias depois de 23 anos longe de casa. O filme tem uma duração de aproximadamente 2 horas e 40 minutos, tempo que ficou suficiente para este filme, mesmo algumas pessoas acharem cansativo (o que não foi o meu caso). O filme tem cenas belíssimas, como a apresentação de alguns planetas, o próprio universo e a amostragem de Saturno.  A trilha do Hans Zimmer é impecável, ele consegue fazer sons belíssimos que tornam a experiência do filme ainda mais incrível.

Enfim,o filme vale cada centavo do ingresso, a grandeza das paisagens,a trilha sonora impecável e o desenvolvimento do Cooper e a Murph é maravilhoso. O final possui uma surpresa incrível que acaba com todas as pontas soltas. Vão para os cinemas assistirem esse filme,ele é espetacular sendo até o melhor filme até agora do ano.